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Carol Gattaz


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Caroline de Oliveira Saad Gattaz, mais conhecida como Carol Gattaz (São José do Rio Preto, 27 de julho de 1981), é uma jogadora de voleibol feminino brasileira. Gattaz venceu o World Grand Prix 5 vezes, tornando-se pentacampeã. Foi também duas vezes medalha de prata nos Campeonatos Mundiais de 2006 e 2010. Depois de ser preterida em várias edições dos Jogos Olímpicos - chegando a ser comentarista pelo canal SporTV das edições Pequim 2008 e Londres em 2012 - Gattaz foi convocada para seleção que disputaria em 2021 os Jogos de Tóquio, na qual conquistou a conquista a medalha de prata.[2]

Carol Gattaz
campeã do grand prix
Gattaz durante partida, em 2008.
Voleibol
Nome completo Caroline de Oliveira Saad Gattaz
Apelido Carol
Modalidade Voleibol indoor
Nascimento 27 de julho de 1981 (40 anos)
São José do Rio Preto, SP
Nacionalidade brasileira
Compleição Peso: 87 kg Altura: 1,92 m
Clube Brasil Minas[1]
Período em atividade Atleta profissional de vôlei
Medalhas
Competidora do Bandeira do Brasil Brasil
Jogos Olímpicos
Prata Tóquio 2020 Equipe
Campeonatos Mundiais
Prata Japão 2006 Equipe
Prata Japão 2010 Equipe
Copa do Mundo
Prata Japão 2007 Equipe
Liga das Nações
Prata Rimini 2021 Equipe
Grand Prix
Ouro Reggio Calabria 2004 Equipe
Ouro Sendai 2005 Equipe
Ouro Reggio Calabria 2006 Equipe
Ouro Yokohama 2008 Equipe
Ouro Tóquio 2009 Equipe
Copa dos Campeões
Ouro Japão 2005 Equipe
Ouro Japão 2013 Equipe
Prata Japão 2009 Equipe
Competidora de Camponesa/Minas
Campeonatos Mundiais
Prata Shaoxing 2018 Equipe
Campeonato Sul-Americano de Clubes
Ouro Belo Horizonte 2020 Equipe
Ouro Belo Horizonte 2019 Equipe
Ouro Belo Horizonte 2018 Equipe

Índice


Carreira

Desde pequena, Carol Gattaz mostrou talento para o esporte e, na infância e começo da adolescência, se destacou com artilheira da equipe de futsal do seu colégio e no Automóvel Clube de São José do Rio Preto, onde também treinava basquete e foi até convidada para integrar o time do América, clube de futebol tradicional de sua cidade natal. Eventualmente foi convidada por dois técnicos a treinar vôlei.[3]

Com a habilidade e talento demonstrados, Carol ganhou bolsa para disputar campeonatos em seu colégio. Aos 17 anos, mudou-se para São Caetano do Sul (SP) e passou a integrar o time da cidade – São Caetano Esporte Clube. Ainda em 1998, teve a oportunidade de disputar uma Superliga e conquistar o seu primeiro título – Campeonato Paulista Infanto Juvenil. O início na Região do Grande ABC foi excelente e a temporada seguinte – 1999 – trouxe outros quatro troféus (todos na categoria Juvenil): o Bi Estadual (São Caetano), o Brasileiro (Seleção Paulista), o Sul-Americano (Brasil) - incluindo o prêmio individual de melhor bloqueio da competição - e o Vice Mundial (Brasil).

A partir de então, a carreira de Carol Gattaz decolou. A jogadora se firmou como um dos principais nomes da equipe de São Caetano. Em 2000, se transferiu para o Rexona, mas retornou ao ABC Paulista no ano seguinte. A primeira convocação para a Seleção Brasileira adulta veio em 2003. A partir de então, Carol Gattaz passou a ser nome sempre lembrado pelo técnico José Roberto Guimarães e começou a colecionar títulos defendendo as cores do país. Após ser contratada pelo Osasco/Finasa, foi campeã das principais competições do vôlei mundial. Após uma passagem pela Itália em 2007/08, quando jogou pelo Monte Schiavo Jesi, voltou ao Brasil para defender o Rexona, no Rio de Janeiro. Na capital fluminense, seguiu colecionando troféus dos campeonatos mais badalados do planeta. Embora tenha cogitado se aposentar após não ser convocada para os Jogos Olímpicos de Verão de 2008, acabaria indo para as Olimpíadas como comentarista do SporTV, que também a manteria no Grand Prix 2010. Gattaz se manteria na mídia durante o Grand Prix 2011, e assinando uma coluna no Diário Lance! e comentando a final pela TV Globo. Quando uma fascite plantar a tirou dos Jogos de 2012, o SporTV novamente a levou como comentarista.[3]

Renovou com o Camponesa/Minas para a temporada de 2017-18 e foi vice-campeã da Supercopa Brasil de 2017,[4] obtendo também o título do Campeonato Mineiro de 2017[5] e sagrou-se campeã da edição do Campeonato Sul-Americano de Clubes de 2018, sendo premiada com a Melhor Jogadora (MVP) da competição.[6][7]

Renovou com o referido clube mineiro e sagrou-se bicampeã da edição do Campeonato Mineiro de 2018,[8] e disputou a edição do Campeonato Mundial de Clubes de 2018 realizado em Shaoxing, sendo uma das protagonistas na semifinal, ajudando o time a reverter um placar de 24-19 no segundo set para o até então favorito Eczacıbası VitrA, conseguindo a classificação a final[9] e conquistou a medalha de prata.[10] Em seguida, conquistou o título da Copa Brasil de 2019 realizada em Gramado[11] e foi tricampeã do Campeonato Sul-Americano de Clubes, em 2020, realizado em Uberlândia/MG, sendo eleita por duas vezes (2018 e 2019) a melhor jogadora da competição[12]e contribuiu para conquista do clube do título da Superliga Brasileira 2018-19, premiada como a melhor central e craque da galera da edição.[13]

Devido ao bom momento em sua carreia, em 2021, Gattaz foi novamente convocada após 8 anos sem representar a seleção brasileira, conquistando a medalha de prata na Liga das Nações e sendo a melhor central da competição ao lado da turca Eda Erdem. [14] [15] Prestes a completar 40 anos, finalmente seria parte de uma seleção olímpica nos Jogos de Tóquio.[3] Terminaria a campanha com a medalha de prata e sendo eleita melhor central do torneio.[16] Gattaz também conseguiu o recorde de mulher mais velha a conquistar um pódio para o Brasil, e entre ambos os sexos, é superada só por Torben Grael, que levou ouro em 2004 aos 44 anos.[17]


Clubes

Da temporada 1998/99 a 2017/18, Carol Gattaz também apresenta um currículo vitorioso por diversos clubes do Brasil, além de uma passagem pela Itália:

  • São Caetano Esporte Clube – São Caetano (SP) – 1998/99, 1999/2000, 2001/02, 2002/03 e 2003/04;
  • Rexona – Curitiba (PR) – 2000/01;
  • Finasa/Osasco – Osasco (SP) – 2004/05, 2005/06 e 2006/07;
  • Monte Schiavo Jesi – Jesi (ITA) – 2007/08;
  • Rexona/Ades – Rio de Janeiro (RJ) – 2008/09;
  • Unilever – Rio de Janeiro (RJ) – 2009/10 e 2010/11;
  • Vôlei Futuro – Araçatuba (SP) – 2011/12;
  • Vôlei Amil - Campinas (SP) - 2013/14;
  • Minas Tênis Clube - Belo Horizonte (MG) - 2014/15, 2015/16, 2016/17, 2017/18, 2018/19, 2019/20 e 2020/2021.

Títulos

  • Silver medal icon.svg Liga das Nações 2021
  • Superliga Brasileira A:2018-19
  • Gold medal icon.svg Copa Brasil:2019[11]
  • Silver medal icon.svg Supercopa Brasileira de Voleibolː2017[4]
  • Superliga Brasileira A:2016-17
  • Gold medal icon.svg Campeonato Mineiro:2017[5] e 2018[8]
  • Bicampeã Paulista Infanto Juvenil – São Caetano (1998/99)
  • Campeã Brasileira Juvenil – Seleção Paulista (1999)
  • Tetracampeã da Superliga – Finasa Osasco (2004/2005), Rexona (2008/2009), Unilever (2010/2011), Itambé/Minas (2018/2019)
  • Bicampeã da Salonpas Cup – Finasa Osasco (2005) e Rexona/Ades
  • Campeã do Torneio da Basiléia – Finasa/Osasco (2004) e Unilever (2009)
  • Tetracampeã Paulista – Finasa Osasco (2004/05, 2005/06 e 2006/07) e Vôlei Futuro/Araçatuba (2011/2012)
  • Bicampeã Carioca – Unilever (2009/10)
  • Campeã dos Jogos Abertos do Interior – Finasa/Osasco
  • Tricampeã do Campeonato Sul-Americano de Clubes pelo Minas Tênis Clube (2018, 2019 e 2020)

Prêmios individuais


Seleção Brasileira

A carreira de Carol Gattaz na seleção brasileira começou em 1999, quando a atleta tinha 18 anos. Na Categoria Juvenil, inaugurou a sua prateleira de conquistas pelo Brasil. A partir de 2003, seu nome foi sempre citado nas convocações do time adulto, onde seguiu colecionando vitórias e medalhas. Carol Gattaz foi convocada por José Roberto Guimarães para as Olimpíadas de Pequim 2008, sendo cortada dessa lista poucos dias antes do embarque da seleção brasileira para Pequim.

Até 2021, entre outros títulos, conquistou:

Seleção Brasileira Juvenil

  • Campeã Sul-Americana Juvenil (1999)
  • Vice-Campeã Mundial Juvenil (1999)

Seleção Brasileira Adulta

  • Vice-campeã das Olímpiadas de 2020
  • Vice-campeã da Liga das Nações de Voleibol Feminino de 2021
  • Tetracampeã Sul-Americana (2003/05/07/09)
  • Pentacampeã do World Grand Prix (2004/05/06/08/09)
  • Bicampeã da Copa dos Campeões (2005/2013)
  • Campeão do Torneio de Courmayeur (2005)
  • Campeã do Torneio Classificatório para o Mundial (2005)
  • Bicampeã do Final Four (2008/09)
  • Bicampeã da Copa Pan-Americana (2006/09)
  • Tricampeã do Torneio de Montreux (2005/06/09)
  • Vice-campeã mundial (2006)
  • Vice-campeã mundial (2010)
  • Vice-campeã da Copa do Mundo (2007)

Referências

  1. «Minas anuncia a renovação com a central Carol Gattaz por mais uma temporada» . globoesporte.com. Grupo Globo. 7 de junho de 2017. Consultado em 18 de agosto de 2017. Cópia arquivada em 18 de agosto de 2017
  2. Novata com bagagem
  3. a b c Aos 40, Carol Gattaz vai às Olimpíadas após 'nãos' em Atenas, Pequim, Londres e Rio
  4. a b Crisneive Silveira; Juscelino Filho (14 de outubro de 2017). «No tie-break, Rio supera Minas e fatura o tri da Supercopa de vôlei» . Globoesporte.com. Grupo Globo. Consultado em 26 de fevereiro de 2018
  5. a b Minas não dá chances para o Praia e conquista o Mineiro feminino , O Tempo
  6. a b «Minas vence Rio e leva Sul-americano de clubes após 18 anos» . O Globo. 24 de fevereiro de 2018. Consultado em 24 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 24 de fevereiro de 2018
  7. «Minas vence Rio e leva Sul-americano de clubes após 18 anos» . A evolução do poderoso Minas, campeão Sul-Americano de Clubes 2018. 25 de fevereiro de 2018. Consultado em 26 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 26 de fevereiro de 2018
  8. a b Rodrigo Gini (7 de novembro de 2018). «Minas Tênis supera o Praia Clube e fica com o título no Mineiro Adulto Feminino de Vôlei» . Hoje Em Dia. Consultado em 7 de novembro de 2018. Cópia arquivada em 7 de novembro de 2018
  9. Carolina Canossa (8 de dezembro de 2018). «Minas faz história e Praia Clube esbarra na força da nova geração turca» . Saída de Rede. Consultado em 9 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2018
  10. Daniel Rodrigues (9 de dezembro de 2018). «Mundial de Clubes: Zhu é eleita a MVP e três brasileiras entram para seleção do torneio» . Melhor do Vôlei. Consultado em 9 de dezembro de 2018. Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2018
  11. a b «Minas bate Praia Clube de virada e conquista título inédito da Copa Brasil» . GloboEsporte.com. 2 de fevereiro de 2019. Consultado em 23 de fevereiro de 2019. Cópia arquivada em 23 de fevereiro de 2019
  12. a b «Minas atropela o Praia, conquista o Sul-Americano e garante classificação para o Mundial» . GloboEsporte.com. 23 de fevereiro de 2019. Consultado em 23 de fevereiro de 2019. Cópia arquivada em 23 de fevereiro de 2019
  13. «O domínio é azul: Minas se impõe, bate o Praia Clube e é campeão da Superliga após 17 anos» . Globo Esporte. 26 de Abril de 2019. Consultado em 26 de Abril de 2019
  14. «Brasil perde para Estados Unidos na final da Liga das Nações de Vôlei - Jogada» . Diário do Nordeste. 25 de junho de 2021. Consultado em 25 de junho de 2021
  15. «Brasil perde para os Estados Unidos e fica, de novo, com o vice na Liga das Nações» . www.folhape.com.br. Consultado em 25 de junho de 2021
  16. [https://www.lance.com.br/olimpiada/carol-gattaz-unica-jogadora-brasil-selecao-volei-toquio.html
  17. Carol Gattaz se torna medalhista do Brasil mais velha em Olimpíadas

Ligações externas





Fonte


Data da informação: 19.09.2021 04:24:48 CEST

Fonte: Wikipedia (Autores [História])    Licença do texto: CC-BY-SA-3.0. Os autores e licenças das imagens individuais e dos media podem ser encontrados na legenda ou podem ser exibidos clicando na imagem.

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